Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje é dia de.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje é dia de.... Mostrar todas as mensagens

18.3.15

Felicidade (sem açúcar!)

O convite surgiu há 2 semanas mais ou menos.
No âmbito da interacção com a família, a creche do Colégio Efanor tinha começado a desafiar pais/encarregados de educação a escolherem uma actividade para fazerem com os meninos da sala dos 2 anos!

E lá vinha ela, a gingar, pela mão da educadora e com um sorriso enorme para me convidar.
Aceitei sem hesitar. Claro!
E nem mesmo o conselho da educadora "pode ser ler um conto, que isto de estar pela primeira vez com 15 meninos de 2 anos pode ser um bocado intimidante" me demoveu de, em conjunto com a Mimi, decidirmos o que lá ia fazer.

Já em casa perguntei-lhe o que queria que a mãe lá fosse fazer com ela e os amigos!
Ficou pensativa, como só ela, de sobrolho franzido e dedo em riste encostado aos lábios: uma figureta.
Como não avançava, perguntei: "ler um livro? fazer um desenho?..."
Silêncio.
Deixei-a pensar, enquanto a informei que iria fazer o jantar.
Aparece-me então na cozinha, de sorriso triunfante e diz: "Mami, gomas! Gomas. A Mimi qué gomas."

E gomas seriam. 
Ali ficou decidido.

Pelo meio aconteceram: uma laringite e um coleguinha novo que precisava de um pouco mais de espaço só com colegas e educadoras para se ambientar melhor e mais tranquilamente.

E... depois de uma manhã (quase inteira!) a fazer gomas - corações, triângulos, semi-esferas, conchinhas, "minhocas"... -, a escrever a receita para levarem para casa, a pôr tudo em frasquinhos e a seleccionar todos os ingredientes e utensílios necessários a levar comigo, tudo ficou enfim pronto para a manhã seguinte.





Claro que tudo isto cria expectativas e ansiedades numa menina de 2 anos e meio (feitinhos ontem mesmo!), por isso sairmos a horas de casa de manhã não foi das tarefas mais fáceis. Estava eléctrica. Queria ser ela a levar tudo. Mexia em tudo. Tirava e punha as coisas no saco.
Mas lá chegámos à escola - não sei bem como! - às 9h30.

E por volta das 10h00, como combinado, lá me veio buscar - novamente com ar gingão de felicidade.
Deu-me a mão, correu suavamente e diz: "Mami, é aqui!"
"Aqui" era uma sala onde tinha 14 meninos de olhos curiosos todos postos em mim.

Mas posso dizer-vos que foi mais fácil do que tinha imaginado.
Grupinho simpático e interessado aquele da sala dos 2 anos do Colégio Efanor!
Interagiram fácil.
Quase todos já tinham provado gomas e... gostavam! (estranho... ehehehe)
E quase todos estavam mortinhos por fazer alguma coisa.

Decidi começar por lhes mostrar os ingredientes que íamos precisar para fazer gomas, bem como o resultado final (depois de umas horas de frigorífico, claro!)


Esta última parte foi o delírio e quase não sobraram "amostras" para amostra! ;)
Bom sinal, não?


Depois distribuí as formas, os vários recipientes necessários e, com a ajuda mega experiente e super querida da educadora e auxiliares, lá se foi desenrolando todo o processo de fazer gomas.
Desde diluir as folhas da gelatina em água (adoravam ver que entravam umas folhas rijas e depois saía da água uma coisa toda mole e pegajosa...), mexer o conteúdo da gelatina em pó até se dissolver por completo, pincelar com um pouco (quase nada!) de óleo todas as forminhas para garantir que as gomas não iriam lá ficar coladas e, finalmente, encher as formas com os preparados coloridos.
(Não, não me esqueci de falar no açúcar. Na verdade estas gomas, além de ótimas, são super saudáveis, pois não levam qualquer tipo de açúcar ou adoçante!)

Isto tudo teria sido super fácil, não fosse a Mimi - apenas habituada a dividir estas tarefas comigo cá em casa! - achar e querer ser ela a fazer tudo.
Muito engraçada esta dificuldade que as crianças (sobretudo destas idades!) têm de dividir quem lhes é querido com outros.
Mas com muito carinho e paciência, lá a fui conquistando a "ensinar" os amiguinhos como se fazia e a deixá-los experimentar fazer.

Quase uma hora depois, saía da sala dos 2 anos, de coração cheio.
Felicidade genuína.
Com direito a "óbigada"(s) e beijinhos de alguns dos coleguinhas.
E com um sorriso de orelha a orelha, da minha Mimi, que dizia orgulho por todos os lados.


Missão cumprida!  <3
Adorei e diverti-me muito!











29.5.14

Para acabar de vez com as tosses

Eu sei, eu sei. Tem sido uma ausência de muito tempo, mas finalmente estamos a ficar com a vida arrumadinha a permitir-nos ter tempo para o blog. O facto é que têm sido uns tempos de várias mudanças e com muitos assuntos para tratar.
Retomando a participação lisboeta, aqui vos deixo com uma dica preciosa no caso de os vossos filhos terem tosse: Vick Vaporub na planta dos pés. Tenho posto à noite nos pequenotes e realmente a tosse pára passado um bocadinho. Não deixem de experimentar.

29.11.13

Quando o Porto vai ao Porto - #1

Quando escrevi este post, fui muito injusta para com este fim-de-semana maravilhoso!!!

É verdade que Lisboa veio ao Porto, mas nesse fim-de-semana o Porto também foi ao Porto. ;)
Mais concretamente na manhã soalheira, mas fria, de Domingo, lá fomos em família (a nossa e a de uns amigos-família!) à Casa da Música. Para o primeiro concerto da vida dos nossos babies.

E como é que eu deixei isto em vão quando partilhei convosco aquele fim-de-semana??? Shame on me!

Marcado há muito tempo - sim, porque estes concertos esgotam quase antes de serem postos bilhetes à venda ;) - lá nos arrastámos, cheios de sono, ronha e frio, até à Casa da Música.

Uma vez lá, era óbvio que ia haver alguma coisa para crianças, dado o número de carrinhos, "ovinhos", crianças a ensaiar primeiros passos e outras já mais seguras de si (motoramente falando!!!)


O "nosso" concerto chamava-se Música de Bolso

Chegada a hora, lá descemos todos num mega elevador e entrámos na sala onde o concerto ia ter lugar.

Regra nº 1: toca a descalçar (crianças e adultos)
Regra nº 2: nada de filmes ou fotografias (só no final do espectáculo)

Devidamente acomodados, num chão almofadado, mais coisa menos coisa... o espectáculo começou!

Foi muito super diferente do que eu tinha imaginado. Mas não quero com isto dizer que ficou abaixo das expectativas. Nada disso. Foi, apenas, diferente. Pronto.

A sensação, no final, foi: JÁ???
Passou mesmo rápido.
Dei comigo a olhar para o relógio, porque parecia que estávamos ali há 15 minutos, mas afinal já tinha passado 1 hora...

Talvez porque com miúdos (sobretudo tão pequeninos!), nada tem aquela fluidez "normal".
Talvez também porque demoram também sempre um bocado a desinibir (alguns, óbvio!) e quando parece que finalmente estavam a aproveitar em pleno... puf: acabou!

E talvez também porque foi muito giro e divertido!

Cantámos imenso. Dançámos imenso!
A M. e o G. são cá uns dançarinos!!! Não podem ouvir música que, sentados, de gatas, de pé... lá começam a abanar-se e a pôr os braços a dar a dar. Deliro a observar!!!

As músicas eram muito engraçadas.
Aliás, ainda hoje as canto à M. (vá, meias aldrabadas, porque já não me lembro da letra toda...), volta e meia, e ela sorri e dança. Como se se lembrasse...

Vamos repetir, é certo.
É só esperar que os dois entrem na próxima faixa etária e lá estaremos batidos.






20.11.13

Quando Lisboa vem ao Porto...

... o (nosso) Porto alegra-se!

E desta vez não foi excepção.
Até porque além dos avós J. e C., também tivemos direito à visita e mimos mil dos primos J. e T.
Tãoooooo bom :)

A M. já fica numa excitação feliz sempre que vê os avós.
E eu fico tão, mas tão embevecida com isso...
Ser avós à distância não é fácil, mas ela compensa-os de largo, porque fica mesmo feliz quando os vê e só quer brincar com eles e tudo e tudo e tudo! E faz-lhe todas as gracinhas de seguida, em modo repeat. E eles adoram, claro.
Já para não falar que, quando lhe digo "vamos ligar aos avós?", ela aponta logo para o computador e começa logo a espreitar à espera de os ver, no skype, para então os brindar com sorrisos, caras marotecas e palrices mil.

O fim-de-semana da visita começou então, no sábado, com um "lanche" transmontano cá em casa.
Como os avós e os primos vinham de Bragança, fomos brindados com um pão tradicional de comer e chorar por mais, alheiras artesanais (sem palavras para descrever!!!), um queijinho maravilha, bombons de castanha e chocolate... Enfim, um deleite para qualquer dieta! eheheh

No domingo, havia uma imposição apenas: os primos queriam comer uma francesinha, no Porto. A melhor!
Ora bolas... Eu nunca comi francesinha, porque aquelas carnes todas e molhos picantes não são para mim. O pai Mi. come (muito!) de vez em quando, mas está longe de saber onde é que se comem  as melhores ou de ser conhecedor do "roteiro das francesinhas" (se é que isto existe!)
Lembrei-me, assim numa de "tiro no escuro"... do Clérigos! Tínhamos ido lá há pouco tempo e tínhamos comido uns petiscos óptimos, na parte dos "Vinhos e Petiscos", por isso pensei que de certeza que teriam francesinha e que, se tudo o  resto era óptimo, porque é que a francesinha não seria???

Nunca "um tiro no escuro" me saiu tão bem, é o que vos digo!

Apesar do susto inicial da parte dos "Vinhos e Petiscos" estar encerrada aos Domingos, lá percebemos que isso não implicava que não houvesse francesinha.
Eu fui a única (e a M., vá!) que não comi francesinha, mas posso dizer-vos que as restantes 5 pessoas foram unânimes: "foi a melhor francesinha que alguma vez comemos!!!"
Missão cumprida ;)

Na verdade, lembrei-me de irmos para os lados do Passeio dos Clérigos, porque havia inaugurado na 6f o tão aguardado Passeio das Oliveiras. E estava com curiosidade em conhecer!
Já achava que o Passeio dos Clérigos tinha dado outra vida àquela zona e que a ideia de aproveitar o topo de um mega parque de estacionamento era óptima. Mas então com isso criar mais um espaço verde na cidade era excelente!!!

E que bonito que está!

Adoro oliveiras, por isso sou suspeita. Mas o Passeio das Oliveiras tem um enquadramento lindíssimo, com a torre dos Clérigos ali como fiel companheira. E trouxe um ar novo e fresco àquela zona da cidade!

E já que ali estávamos e uma vez que estava já a ficar aquele lusco-fusco que traz ao Porto uma aura de magia (pelo menos, para mim!), decidimos descer a rua dos Clérigos até à Praça da Liberdade, para apreciarmos o monumentalismo dos muitos edifícios ímpares que povoam a Avenida dos Aliados e dar um salto à estação de S. Bento!

O Porto estava cheio de gente. Turistas. Locais. Tudo!
Gente agasalhada, mas na rua. A apreciar. A viver a cidade.

Depois deste Domingo, a 2f correu calminha. Quase 100% caseirinha. Com muitos mimos e brincadeiras entre neta e avós!

Mas não queria que avós e primos fossem embora, sem os segundos conhecerem o Bar Tolo.
Não é novidade, para quem lê aqui o estaminé com regularidade, que somos fans.
Seja dos pratos da ementa, seja de ir lá pesticar de tudo um pouco.
E assim foi... O almoço de 3f, antes da viagem de regresso a Lisboa, foi um mix de petiscos à la Bar Tolo.
Outro sucesso! Ficaram fans. Do espaço e da comida.

E como acabar em beleza?
Claro... com um passeio pela Foz. Fria, mas soalheira! E... LINDA!  <3

Ficámos de alma e coração quentinhos.
Mas também já cheios de saudades...
Agora resta-nos pensar que daqui ao Natal é um pulinho e estaremos novamente juntos, a partilhar momentos!






PS:

E entre passeios na Foz, a avó J. (para não variar!) lá não resistiu à montra da Babyboom e quis entrar!
Disse-lhe logo: "Não faças isso. Esta loja é perigosíssima!!!" ahahaah
Raramente falo de marcas ou lojas de roupa aqui no estaminé, porque de facto não foi com essa intenção que eu e a CÁ criámos o tu Cá, tu Lá (até porque para esse fim já existem imensos mami-blogs à altura!!!), mas esta loja é a minha perdição.
Da simpatia da Luísa (e da Laura!) às marcas super originais (com constantes novidades!) e à loja, que apesar de super minimalista apetece lá ficar sem horas para sair... Adoro tudo!

Por isso, não resisti em partilhar aqui com vocês que a Babyboom é, sem dúvida, a minha loja de bebés e crianças preferida do Porto. Mas assim num... 15 a 0!






25.10.13

Hoje (Ontem) é (foi) dia de...

... workshop de carimbos com cheirinho a Natal!



E foi dia de se quebrar o meu enguiço com workshops.
Nos últimos tempos, e para intervalar o meu Mami-fulltime-job, andei a pesquisar alguns workshops que gostava de fazer... Uns de marketing (para me manter actualizada) e outros em arts&crafts, porque adoro, apesar da falta de jeito!
Mas todos eram desmarcados... :(

Mas o d'ontem não foi. :)
Então lá fui eu até à 512 ideias, participar no workshop de carimbos, com a Ivone.

AMEI!

O universo dos carimbos fascina-me desde criança.
E esse fascínio nunca passou...
Aliás, acho que aumentou.
Numa era em que praticamente não escrevemos "à mão" uns aos outros, que compramos tudo "já feito"... cada vez mais me fascinam o carinho e a dedicação postos em objectos DIY.

No entanto, logo de início, percebi duas coisas:

1º) Eu era a única "não PRÓ" entre as presentes. E a única que não trabalhava ou tinha como hobby à séria neste mundo das arts&crafts.
     Elas falavam de máquinas, de técnicas, "disto e daquilo" e eu... a leste.
     E claro que pensei logo: "vai ser a barracada total"

2º) Eu até podia ter um fascínio por carimbos, mas eu desconhecia por completo todo um mundo...
     Ele é cortantes, ele é pós, ele é máquinas xpto, ...
     Cada vez mais... a leste!

Mas pronto, o mood era: 'Bora lá, não há-de ser nada, e darei o meu melhor!"

A Ivone é a "professora de carimbos" mais querida e paciente que há.
Sempre atenta.
Sempre cheia de dicas.

Preparou uns kits maravilhosos para cada uma de nós, com tudo lindo.
Estive tão compenetrada que nem me lembrei de tirar fotos a estes "pormenores"...

Lá nos mostrou uns exemplares do que nos propunha fazer.
Que coisas lindas!
E pusemos mãos à obra!

Foram 3h que passaram a voar. Mas a voar mesmo!

Diverti-me. Ri imenso.
Aprendi pr'aí 1 milhão de coisas novas.

E, vá, o resultado final até que não foi muito mau (para falta de jeito da aluna, claro!):

Um postal de Natal amoroso com um envelope, simples, mas muito original
Quem não adora receber postais?


Para mim o Natal é amor, é mimos. Mais do que prendas, à séria.
Por isso fiquei mesmo fan desta forma de embrulhar pequenos mimos.
Não é o máximo?


Eu sou suspeita porque adoro etiquetas...
Mas digam lá que não adoravam receber um mimo com uma etiqueta destas?


E porque os postais podem ser o próprio mimo de Natal... 
Simples, mas carregados de significado!
(Ficou só a faltar a caixa-presente para colocar os postais, mas não houve tempo... Mais vai ser feita. Ai vai, vai!)


E pronto, vou voltar! É certo.

À 512 ideias, sempre. Porque adoro perder-me naquela loja, onde tudo é L-I-N-D-O. Porque adoro a disponibilidade da Patrícia em ajudar. Porque vou querer comprar alguns materiais para ver se apuro a técnica de carimbagem, que dá pano para mangas. Porque vou querer fazer mais workshops neste espaço encantado! E de encantar.

Aos workshops da Ivone. Porque é uma querida. Porque tem um bom gosto maravilhoso. Porque tem kilos de paciência. Porque é super humilde. Porque sim!

12.10.13

Até já

Há diferentes fases da vida e a minha vai mudar neste momento. Num tempo em que os trabalhos de freelancer não abundam, é altura de arranjar um emprego. Tive a sorte de ir trabalhar com pessoas conhecidas que me deixam sair a horas decentes para ir buscar os pequenotes à escola. Isto só por si já é maravilhoso, pois sei que a maioria das minhas amigas não tem esta sorte.
Há repensar o trabalho em Portugal. Fazer mais part-times para que as mães consigam gerir e equilibrar melhor a sua vida.
E esta a razão que me vai levar a escrever aqui menos vezes, mas não é um adeus. É um até já =)
E agora em jeito de semi-despedida - e sem ter nada a ver - deixo duas dicas espectaculares oferecidas por uma amiga (daquelas maravilhosas que vêm dos tempos da secundária). Já experimentei as duas e adoro.
Primeiro a loção reafirmante da Nívea Q que hidrata a pele de uma forma que nunca antes encontrei.
E em segundo lugar, para quem tem o cabelo seco e volumoso, as ampolas de tratamento intensivo da Pantene (há nos supermercados, mas esgotam num instante).

Espero que gostem =) Até já!

3.6.13

Offline

Há exactamente uma semana atrás dizia-vos que ainda nessa mesma semana poria um post novo aqui no blog. Mas não pus!
Falhei, é verdade.
E por muito que vos queira explicar porquê, parece que nada do que andei a fazer é justificação. A verdade é que a vida "offline" me absorveu, me engoliu, de tal forma que nunca consegui vir aqui partilhar coisas convosco!

Foi assim que me senti!

Parece que a CÁ sofreu do mesmo problema, ainda que por aqui não tenhamos tido aqueles percalços (por falar nisso... CÁ: espero que esteja tudo mais fácil por aí!), apenas andámos ao sabor disto e daquilo. Das mil e muitas coisas que uma mulher tem sempre para fazer.

Se há uns tempos atrás me dissessem que ser mamã em fulltime job era ter dias sempre tão preenchidos, que se chega ao final do dia em modo "babar no sofá", eu confesso que ia desconfiar e pensar: Ahhh, exageradas. Não há-de ser assim!
Mas ou sou eu que estou desesperadamente a precisar de umas novas luzes em gestão do tempo ou então a verdade é que há sempre coisas para fazer. Ou são compras de supermercado, ou são compras de roupa-que-está-sempre-a-deixar-de-servir, ou são máquinas de roupa, ou são máquinas de loiça, ou são papinhas, ou são brincadeiras, ou, ou, ou... e o dia voa à velocidade da luz!


Mas também vos digo que, apesar de já ter imensas saudades das rotinas do trabalho e de usar o-outro-lado-do-cérebro, esta está a ser uma das maiores aventuras da minha vida. E um grande privilégio!
O 1º ano de vida dos nossos filhotes é provavelmente o mais dinâmico, no sentido em que estão sempre a acontecer coisas novas, uma vez que o desenvolvimento deles nesta fase é exponencial. Por isso, é mesmo um grande privilégio poder acompanhar cada dia, cada hora, cada minuto dos quase 9 meses de vida da minha doce M.

Como vos disse, este meu período de jejum "online" começou há duas 5ª feiras atrás, com a visita dos avós J. e C. De 5ª a 2ª feira, foram 5 dias non-stop de miminhos, sorrisos, cumplicidades, sol e muitas passeatas.



Na 5ª feira - e depois da consulta de pediatria dos 8 meses - era altura de experimentar novas iguarias gastronómicas.
A M. sempre foi um excelente garfo! Desde que começou a comer papas, e depois sopas, que rapidamente associou os pratos, os copos e os talheres àquele momento. E mal os começava a ver chegar à mesa, ficava (fica!!!) numa agitação que só vista. Ela bate pernas, ela dá aos braços, ela da guinchinhos. Uma animação.
E uma vez que todos os dias, sem excepção, depois de um pratalhão de papa ou de sopa seguido de novo pratalhão de fruta, ela reclamava por mais como se não comesse há 48h... tudo indicava que esta introdução de novos sabores e texturas na sua alimentação ia ser piece-of-cake.
Tudo a postos:
· foto ao 1º prato de farinha de pau com legumes e peixe
· espera que o pai Mi. chegasse a casa para partilhar o momento
· avós J. e C. todos contentes pois não tinham visto ao vivo e a cores a 1ª papa e a 1ª sopa
· avó H. toda confiante e orgulhosa da sua princesa
· M. a esbracejar e espernear de ansiedade por comer
E... primeira colherada: nariz torcido. Tremor de quem tinha comido limão. Cara infeliz.
Segunda colherada: boca fechada. Cabeça voltada pro lado, do género: come tu, mãe!
Terceira colherada: idem aspas
Quarta colherada, depois de uns golinhos de água para entreter: abre a boca e... o mesmo ar de quem está muito infeliz e cara de quem ia deitar tudo fora.

Um "antes-da-refeição" que ficou praticamente igual ao "depois"

Decisão consensual: não vamos insistir. E sai uma papa multifrutas, que foi devorada em menos de nada e com sorrisos e palminhas na mesa.
Já sei, já sei... Que devia ter insistido, que eles têm de comer de tudo, que se tivesse ficado com fome para a próxima já não se armava em esquisita. Eu sei disso tudo. Mas também acredito que se este sempre foi um momento agradável do dia da M., eu não quero que deixe de ser, seja porque a obriguei a comer uma coisa que ela não estava mesmo a gostar, seja porque a deixei com fome.
Comer não deve ser um castigo. Por isso, acredito que indo com calma a coisa vai lá.
E a verdade é que já fizemos progressos. Já comemos um bocadinho melhor a farinha de pau e já somos fans de açorda!

Cada dia que passa me convenço mesmo mais de que, apesar dos livros e dos conhecimentos de outras pessoas maravilhosas que temos à nossa volta serem mesmo muito úteis, devemos usar o nosso instinto. Que devemos nunca esquecer que ninguém conhece os nosso filhos melhor do que nós. E que nada na vida é linear. Porque haveria de ser um bebé?

Mas e porque nem só de faits-divers gastronómicos de babies se fizeram estes nossos dias, os pais e os avós também tiveram direito a agradáveis surpresas gastronómicas:

Um refúgio de sabores maravilhosos com um jardim citadino tão agradável!

Aconselho vivamente uma ida à Casinha, na qual não podem deixar de experimentar as chapatas. Eu e a avó J., armadas em lights, pedimos uma salada de brie e tomate - que diga-se: estava óptima - mas claro que não resistimos a depenicar a chapata de presunto, rúcula e queijo cabra do avô C.
Ah... e os gelados. Os gelados! Dos deuses.


Quem não conhece, que vá já lá rapidamente!!!

Já tínhamos tentado umas 2 vezes lá ir, mas... sempre cheio. E naquele sábado cheio de sol percebemos porquê.
Há muito que não me acontecia AMAR tudo o que comi num restaurante, do início ao fim. De tal forma que não vos consigo eleger um prato preferido. Quer dizer, se calhar até consigo - mas só porque sou uma lambareira gulosa do pior que há - e o prémio até pode ir para a mousse de avelã.
Mas se calhar era uma injustiça para as vieiras, para os folhadinhos de alheira, para as ameijoas à bulhão pato, para o brie no forno e para o arroz de lavagante.

Se o fim-de-semana podia ter acabado de melhor forma - apesar da inacreditável derrota do meu Benfas na final da taça de Portugal :| - ? Não podia...
Lá fomos todos até à Praia da Tocha, almoçar com uns amigos do coração, com que já não estávamos há imenso tempo.
É tão bom quando confirmamos que não é a distância nem o tempo que passou entre a última vez que estivemos juntos que faz uma amizade. Mas sim a forma como estamos juntos quando conseguimos. Como se estivéssemos estado sempre.
Obrigada E&C, Jô, L&H. Temos de repetir. Brevemente!

A semana que se seguiu regeu-se, quase em exclusivo, pela enorme vontade que chegasse novamente o fim-de-semana, que desta vez nos iria levar até à (minha) terrinha - a linda e luminosa cidade de Lisboa!

E que fim-de-semana tão cheio!
E não, não falo da constante correria que é ir de visita a Lisboa, para conseguir estar com o maior número de amigos e familiares possível. Falo sim da qualidade dos momentos que vivemos. Tenho o coração cheio cheio.
Depois de uma primeira noite mal-dormida-como-nem-na-primeira-semana-de-vida-da-M - acordou de hora a hora, incomodada com cólicas e afins, que imagino que sejam fruto da nova alimentação - quais zombies, lá nos atirámos a um dia de sol quente mas quente.
Fomos conhecer a "sobrinha" J., que fez 1 mesinho no dia a seguir. Tão fofa, tão querida, tão pequenina, tão levezinha. 
E porque o relógio da vida não pára, de seguida rumámos a Lisboa, ao Principe Real - adoro esta zona da cidade!!! - para ver uma exposição com peças da avó J. e matar saudades da madrinha e do madrinho. ;)

E porque apesar de no Domingo já estar tudo com a neura de que o fim-de-semana já está a acabar, tínhamos todos os motivos para nos atirarmos a ele com toda a energia do mundo - até porque a M. lá fez o favor de voltar às suas noites de sono calmas e tranquilas! - e lá fomos até Cascais, conhecer a "sobrinha" B. e matar saudades de dois dos melhores amigos do mundo.


Se pudesse tinha parado o relógio e ficava ali com eles uma vida. Mas não posso. 
Se nem o S. Pedro tem mão no tempo, que é da jurisdição dele, 
como é que hei-de eu ter a pretensão de mandar no relógio da vida? ;)

Obrigada meus queridos C&M, por todos os pequenos-grandes momentos deste Domingo maravilhoso. E pelo convite emocionante que me fizeram para ser madrinha do vosso tesourinho lindo. Ainda estou a rebentar de felicidade! 


E foi isto!
E não foi pouco, não acham?

E agora? Bem, agora toca a entrar outra vez em modo 2ª feira e começar step-by-step a preparar todas as coisas projectadas para esta semana, mami-things ou não.
Entre elas, esperemos, mais uns posts aqui no estaminé!

22.5.13

Fins-de-semana doces e... não só!

O fim-de-semana amanheceu a prometer sol, mas rapidamente se acinzentou.
De tal forma, que dei comigo a beber um chá bem quentinho, enquanto brincava com a M. e (ela) punha a sala de pantanas...


Como o tempo se manteve incerto, lá aproveitámos para resolver alguns pendentes indoor, sempre com a nossa companheira bebé M. a participar em tudo!
Que por aqui não somos nada dessas coisas "baby-friendly" ou "child-friendly", mas sim adeptos de que os bebés e as crianças devam participar e aprender a estar em várias situações. Com limites, claro, mas sobre isso falarei um dia destes...

E Domingo lá madruguei (para um Domingo, claro...) para conseguir estar antes das 10h00 em Matosinhos, deixando a M. de pequeno-almoço tomado e preparada para uma manhã de papá e filhota que os dois adoraram!
Pois é, Domingo foi o world baking day e começou em grande:

... mas depois deste fantástico workshop, 
com alguma prática, lá chegaremos!

Confesso que não conhecia a Yoonic, mas adorei. É um espaço bem giro, em Matosinhos (pertíssimo da praia), onde a Catarina (querida, mas querida e quase quase a ser mamã...) dá consultas de Nutrição e promove workshops variados. Vejam aqui se algum dos próximos vos deixa de água na boca!

Mas fazer macarrons (dignos do nome!) tem muito que se lhe diga... Tanto mas tanto, que a certa altura durante o processo de aprendizagem pensei: "E se eu passasse mas é ali pela Arcádia e comprasse isto já feito quando precisar?" ehehehe
Mas não... vou querer experimentar cá em casa. Porque amo-de-paixão estas bolachinhas! Mas que têm arte, têm. E a chef Marta foi um verdadeiro Picasso a ensinar-nos tudo tudo tudo!

E como se isto não fosse suficiente para adoçar o dia (ou a semana ou o mês!), entre "ficar-esparramada-no-sofá-enquanto-a-M-dorme-a-sesta" ou "ir-fazer-um-bolinho-para-o-caso-do-Benfica-me-dar-um-desgosto-e-eu-ter-um-consolo", optei pela segunda hipótese. E que aposta ganha!!!
Numa espreitadela ao blog Sabores com Contraste, descobri este bolo de chocolate e pensei para mim: é hoje!
Fofo que só ele, mas ao mesmo tempo molhadinho. 
Bom, bom, bom... 
E mesmo a tempo para afogar as mágoas do meu Benfica. 
Ou, noutros casos, se comemorarem as vitórias do FCP!


E como se o fim-de-semana já não tivesse sido suficientemente gastronómico, na 2f à noite e ao som do Fungagá da Bicharada, inventei o jantar desse dia, numa olhadela rápida ao frigorífico.
Obrigada avós J. e C. por este livrinho-CD do José Barata Moura.
A M. adora e eu sinto-me a voltar à infância, porque recordar é viver!


Até aqui tudo normal: "Vou fazer massa quebrada na Bimby em 15 segundos, depois esfarelo queijo feta lá para o meio, corto em fatias tomate-cherry, polvinho com sésamo e manjericão seco e em 20 minutos - depois da M. jantar - jantamos nós!"

Mas depois da farinha já no copo da Bimby, é que reparo que não tinha manteiga suficiente. Faltavam só 60gr... Só!
Não sei se foi do Fungagá misturado com alguma impaciência da M. que também já estava a ficar com fome, mas fui direita ao azeite e espetei lá para dentro as 60gr em falta. 
E 15 segundos depois, ao abrir o copo, é que percebi que se calhar devia ter pensado numa equivalência entre manteiga e azeite. Mas já não ia a tempo...
Azar! Tudo pra forma, previamente forrada com papel vegetal e, segundo contratempo: a massa não chega para a forma toda. Por mais me a pressionasse com os dedos para estender, nada. Nunca na vida ia ter massa dos lados da forma. Paciência, vai só na base!
Todos os restantes ingredientes como pensado e sem mais imprevistos: tarte (ou lá o que aquilo era...) ao forno.

Só éramos dois, mas não sobrou migalha!


Que agradável surpresa! Tão agradável que vou querer repetir, mesmo que a receita original da massa não meta azeite...
A massa estava um misto entre estaladiça-esfarelada-crocante. Dos deuses!

Se quiserem experimentar, já sabem:
· receita de massa quebrada da Bimby, mas em vez de 90gr de manteiga, colocar apenas 30gr e as restantes 60 de azeite
· 1 embalagem de queijo feta, esmigalhado com um garfo.
· uns 6 tomates cherry cortados em fatias nem finas nem grossas
· manjericão seco e sésamos branco e preto para decorar (ou outra coisa qualquer)


E vocês? Que receitas mal-amanhadas, que afinal resultaram bem, é que têm para partilhar?

17.5.13

Hoje é dia de... Chuva de morangos!

Nem queria acreditar quando abri as persianas e... Mais cinzento. Mais chuva!
Claro que já era previsível, mas há sempre aquela pontinha de esperança... 

Então pensei: "Se o S. Pedro te dá chuva... tu dá-te a ti própria morangos!"

E assim foi, num pequeno-almoço muito saudável...


A assistir de camarote às lutas entre o sol, as nuvens e a chuva, lá me fui mentalizando que se calhar o fim-de-semana ia mesmo ser assim.
Mas isso também pode ser bom, não? 
Aliás, imaginei logo um fim-de-semana caseiro a 3 ou com amigos.
E o que é que é obrigatório nestes programas caseiros, seja qual for a estação do ano? 
Comidinhas boas de fazer crescer a água na boca e que não podemos/devemos comer todos os dias.

Vai daí que os morangos no frigorífico voltaram a olhar para mim. Acho que até os vi dançar! ;)
Umas sopinhas, purés de fruta, brincadeiras e sestas mais tarde... eis o resultado final:

Strawberry curd!


A receita é do blog Petiscos e Miminhos e podem vê-la aqui.
Já a tinha encontrado há uns tempos, mas confesso que andava a adiar... porque se eu já adoro lemon curd, tive medo das consequências de ter cá em casa strawberry curd.


E se ainda no fim-de-semana passado pudemos aproveitar um programa de Primavera tão bom...

Ainda no domingo fomos até Serralves, para ver os POPs
mas claro que não resistimos a umas boas brincadeiras primaveris 
naquela relva ali tão a chamar por nós!


... Como sou uma optimista, consigo perfeitamente imaginar-me a aproveitar um solinho de Primavera, já este fim-de-semana, regado com este creme cor de rosa.

Encontramos-nos em Serralves? ;)